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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Molécula de DNA!!



Fichamento 05

A Halitose é um sintoma que deixa as pessoas constrangidas em meio a sociedade. Ela afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Muitos recursos são investidos em produtos para a melhora do hálito não sendo eficientes. O estudo da halitose mostra que a halitose é causa de exclusão social, dificuldades nos relacionamentos, diminui a qualidade de vida e pode indicar doenças mais graves.
Na elaboração de um protocolo de avaliação da halitose, baseado na literatura e na experiência pessoal dos autores, pode-se concluir diversas formas de minimizar custos, evitar exames desnecessários e orientar o diagnóstico causal.
A maioria das causas da halitose está relacionada com a cavidade oral, outras estão relacionadas com doenças otorrinolaringológicas e respiratórias, doenças gastrointestinais, alterações das funções renais e hepáticas e outras síndromes metabólicas.
Existem custos importantes envolvidos no diagnóstico e tratamento da halitose, incluindo consultas ambulatoriais, avaliação de especialistas e exames complementares. Estes custos poderiam ser minimizados adotando uma anamnese baseada em evidências e um organograma para uma investigação clínica racional.
Artigo: Halitose: proposta de um protocolo de avaliação

Fichamento 04

Estudos realizados em portadores de Síndromes Isquêmicas Miocárdicas Instáveis (SIMI) estratificados por sexomostraram que características sociodemográficas, diagnóstico clínico, tabagismo, consumo de álcool e ansiedade estão associados com depressão.
         
 Foram entrevistados 345 pacientes consecutivos com SIMI. As entrevistas incluíram questões sobre características sociodemográficas, tabagismo, avaliação de depressão, de ansiedade traço, de ansiedade estado e de consumo de álcool.
        
 Como resultado pode-se concluir que o diagnóstico de depressão se correlacionou  com sexo feminino, idade inferior a 50 anos e escores médios mais elevados de ansiedade traço e ansiedade estado.
Os homens com depressão eram freqüentemente mais jovens que 50 anos, fumantes, e apresentavam escore médio de ansiedade traço e ansiedade estado mais elevado que os não deprimidos.
A análise aponta que, no sexo masculino, idade está negativamente associada e escores mais altos de ansiedade traço estão positivamente associados com depressão. Mulheres com depressão diferenciam-se das sem depressão por apresentarem escore médio mais alto de ansiedade traço e de ansiedade estado.
          Como resultado conclui-se que, em pacientes hospitalizados com SIMI, as mulheres, os homens com menos de 50 anos e os ansiosos têm mais chance de apresentarem depressão.
 Artigo: Depressão e síndromes isquêmicas miocárdicas instáveis: diferenças entre homens e mulheres.

Fichamento 03

O Transtorno bipolar possui alta prevalência na população mundial e causa perdas significativas na vida dos portadores. É uma doença cuja herança genética se caracteriza por mecanismos complexos de transmissão envolvendo múltiplos genes.Caracteriza-se por alterações do humor, com recorrência de episódios depressivos e maníacos ao longo da vida.
Estudos permitem selecionar genes e regiões genômicas potencialmente implicados com a susceptibilidade ao Transtorno Bipolar. Genes codificantes de receptores e enzimas pertencentes ao sistema monoaminérgico são candidatos naturais para os estudos de associação, uma vez que correspondem a sítios de ligação de psicofármacos utilizados no tratamento das alterações do humor.
         Algumas regiões genômicas potencialmente associadas ao Transtorno Bipolar foram identificadas. Várias destas regiões foram identificadas como locus candidatos na susceptibilidade genética do TB.
Os estudos de linkage utilizam-se da análise de LOD score, a qual requer a especificação das freqüências gênicas, modo de transmissão e penetrância. Como as doenças mentais não possuem um modo de transmissão conhecido, uma variedade de modelos precisa ser testada, incorrendo em risco de erro tipo I e II.Os estudos iniciais mostraram resultados promissores, mas que não se confirmaram posteriormente. De modo semelhante, vários estudos que se seguiram encontraram um grande número de regiões cromossômicas com associação significativa com Transtorno Bipolar.
A presença de Transtorno Bipolar em freqüência significativamente maior que na população geral ocorre na Síndrome Velo-Cardio-Facial, causada por uma microdelação no cromossomo 22q11 resultando em diversas alterações somáticas, distúrbios de aprendizagem e comportamentais. O achado de que 64% desses pacientes preenchem critérios para o espectro bipolar leva a considerar esse locus como possivelmente envolvido com susceptibilidade ao Transtorno Bipolar.
  Artigo: Genética do transtorno bipolar